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Convocação de Ancelotti traz ruptura sem fazer revolução

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Depois de mais um fracasso em uma Copa do Mundo, seria fácil para Carlo Ancelotti posar de revolucionário e queimar as pontes com o passado. Em vez disso, ao anunciar a primeira lista do ciclo para 2030, o treinador propôs uma ruptura, mas sem fazer uma insurreição.

Alguns jogadores marcados pelo torcedor como símbolos dos reincidentes fracassos brasileiros seguem presentes. Dos 26 convocados para os amistosos contra Austrália e Índia, nove estiveram na Copa do Mundo. Outros flertaram com a vaga ou foram cortados por lesão. E outros são iniciantes.

Ancelotti aposta em um equilíbrio entre novidade e continuidade, passado e futuro. E acerta ao fazer isso. Em um momento de transição entre gerações, os novatos precisarão de referências, mesmo que elas estejam desgastadas com o torcedor. O papel do técnico da Seleção não é simplesmente aceitar o clamor popular.